Pro meu filho não comer miojo: Sorvete de banana!

 

Hoje, a coluna “Pro meu filho não comer miojo” está mais para “Pro meu filho não comer sorvete”. (para aqueles que não conhecem o blog, explico sobre essa coluna aqui) É uma versão pra esses dias em que o calor não dá trégua, e que um sorvetinho cai muito bem. Mas, o sorvete vem recheado de ingredientes e conservantes que, se pudermos evitar, é melhor. E então, achei essa receita de sorvete de banana.

E sabe o que é o melhor dessa receita? Ela também será incluída na série “Por uma cozinha mais verde“. Porque, sabe aquela banana judiada pelo calor, que está quase indo para o lixo? Ela é o melhor ingrediente para esse sorvete. E você pode deixar ela congelada por uns dias antes de fazer o sorvete, assim você salva a banana mesmo não usando ela na hora!

A minha história com essa receita é longa. Fazia um tempo que eu conhecia essa técnica de congelar bananas, mas eu não era muito fã de fazer ela sozinha, quando eu aprendi a colocar o iogurte grego, ela virou queridinha aqui em casa!

Sorvete de Banana

Ingredientes
Banana
Iogurte grego
– As quantidades depende de quantas porções você quer, eu uso a proporção de 2 ou 3 bananas para 1 potinho de iogurte grego. Geralmente eu coloco uma colher de açúcar, só pra dar um toque, mas não é essencial (e é até melhor não colocar).

Modo de fazer
1. Descasque, e corte em pedaços a quantidade de bananas que você quiser fazer. Deve ser no mínimo 2 bananas grandes. Um bom truque é colocar em sacos de congelar (aqueles que vão para o freezer), e deixar porções separadas, fica mais fácil de bater no liquidificador depois.

2. Bata todos os ingredientes no liquidificador até ficar homogêneo. E é só servir! De preferência comer na hora, mas já voltei pro congelador e e fica bom igual!

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Se quiser variar, é só usar a mesma base e misturar outras frutas.. vale usar a criatividade! Não é todo mundo que usa o iogurte grego, mas eu gosto muito com ele! E pra inspirar vocês, indico esse post do blog Petitninos, com uma receita de sorvete de banana com frutas vermelhas! Na receita dela, ela coloca leite de coco ao invés de iogurte!

Espero que gostem!!

beijos

Jéssica Meneghel

A experiência do meu parto…

Sempre amei ler o relato de parto de outras mulheres, sempre me inspirou e me encheu de expectativas que um dia eu escreveria o meu. E escrevi. Meu relato ficou lindo, detalhado, mas na hora de publicá-lo, algo me impediu. Nunca tinha percebido o quão intimo era aquele momento, e eu e meu marido decidimos que ficaria apenas entre nós.

Mas, eu não poderia deixar de falar sobre meu parto. Mesmo não contando a história, ainda tem muito o que falar sobre ela. Afinal, mesmo estudando muito sobre um assunto, teoria é apenas teoria, e não existe nada melhor que a experiência pra nos mostrar a verdade. E, ainda assim, um lado da verdade, porque na hora H pode acontecer N possibilidades. Por isso, venho contar a verdade que eu encontrei (que eu sei que não é a verdade de todas).

Quando eu engravidei a primeira vez, descobri que escolher a via de parto não era tarefa simples, muito menos lógica. O normal é fazer cesárea, e ainda escolher uma data bem bonita para seu filho nascer. O parto normal é quase demonizado e as grávidas que querem essa opção são consideradas muito corajosas, ou são olhadas com dúvida de “acho que ela não vai aguentar”.

Existe um conceito muito errôneo de mulher dentro da nossa sociedade. Fomos consideradas fracas pra parir, tiraram nosso poder de ter nosso filho sem depender de ninguém. E o pior, as mulheres acreditaram nisso, acreditaram que precisam ser muito corajosas pra parir, e que são realmente o sexo frágil. Como o sexo frágil vai passar pela dor do parto? Não tem sentido.

Porém, eu vejo o inverso disso. Eu vejo mulheres que brigaram por seu espaço, que vêm conquistando o mercado de trabalho machista, e ainda hoje recebem salários mais baixos. Mulheres que trabalham, cuidam dos filhos, da casa, do marido e se duvidar ainda tem um hobby no tempo livre. Mulheres são muito fortes. Mas, mesmo assim, tem medo de sua própria natureza.

E quando assumimos a nossa natureza, os olhares da sociedade para nós são os mais diversos. Alguns nos consideram índios, outros que estamos voltando no tempo e negando a modernidade e a praticidade de fazer uma cesárea, outros nos consideram meio hippies malucas, e alguns apenas esperam pra ver o que aquela história vai dar.

Então, é assim, o trabalho de parto começa a partir do momento em que você decide por um parto normal. Porque, primeiro você tem que pesquisar muito, esclarecer todos os mitos que existem, e entender a história da medicalização do parto. Depois, começa a luta por um médico, a maioria fala que faz o parto normal, mas no final da gravidez arruma uma desculpa super aterrorizante que te convence em marcar uma cesárea correndo (por isso a importância da primeira etapa). A terceira etapa é a sua preparação, você precisa estar forte e consciente do seu corpo. E enfim chega o trabalho de parto em si, que no fim acaba sendo o mais fácil, porque seu corpo trabalha sozinho.

E eu não vou sentar aqui e digitar um mega texto e te falar que o parir não dói. Sim, parir dói. Mas é uma dor necessária. É um processo de separação, é o corpo do seu filho separando do seu, como não iria doer? É a primeira etapa da vida que seu filho precisa passar. E não tem preço que pague você pegar seu filho no colo.

E esse é o momento libertador, você pega aquele serzinho, todo gosmentinho, que acabou de sair de dentro de você, abraça, beija e sente o cheiro de sua cria. É o momento da vitória, vocês venceram aquela dor, venceram todo um sistema, e aquele momento de amor sublime é um troféu.

Toda mulher deveria parir, e encontrar sua força, encontrar a sua verdade. Toda mulher deveria assumir sua natureza e provar que o sexo frágil não é tão frágil assim. Toda mulher deveria apenas ser mulher.

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(
foto daqui)

E ainda tenho muito a dizer sobre meu parto, mas vou deixar para outra oportunidade.

Jéssica Meneghel

 

 

Por uma cozinha mais verde: Desperdício de Alimentos

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Você já reparou o quanto de alimento acaba indo pro lixo da sua cozinha? Desde a hora do preparo do alimentos, desperdiçando folhas, aparas, etc., até nas sobras das refeições, que acaba indo pro lixo. No Brasil, segundo dados da embrapa de 2006, 39 mil toneladas de alimentos vão para o lixo diariamente, sendo que 20% desse valor é desperdiçado no processo culinário e resultado de nossos hábitos alimentares.

É importante pensar que aquilo que está indo pro lixo não é simplesmente um volume a mais que vai acumular nos aterros sanitários, mas que para aquele alimento chegar a sua casa houve um grande processo para sua produção, processamento (quando é o caso), transporte, etc. Então, evitando desperdícios, você não apenas economiza dinheiro, mas faz um grande favor ao meio ambiente.

Se é um assunto tão importante, por que não é dado uma atenção maior para ele? Essa resposta eu tirei do livro “Cozinhando sem desperdício”da italiana Lisa Casali. “Um sistema econômico baseado em crescimento não pode abrir mão desse esquema (aumento da produtividade de alimentos). E, para tornar essa loucura aceitável para os consumidores o desperdício deve ser mostrado como um sinal de opulência, de status, para que se perca a noção de que na realidade esses são sintomas de uma sociedade doente. (…) Se eliminássemos o desperdício de alimentos, o PIB dos países industrializados cairia 3%, o que causaria pânico generalizado.” No texto, a autora fala sobre um país como a Itália, que já sofre com esses problemas, não tenho dados para falar isso, mas imagino que o Brasil, como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, também sentiria bastante afetado com a diminuição do seu desperdício.

Com um pouquinho de prática aprendemos a medir as quantidades, reaproveitar alguns alimentos. Mas, ainda existem alguns truques que fazem a quantidade de lixo ser cada vez menor!

Truques para evitar desperdício de alimentos

1. Planejar o cardápio da semana: Essa dica já é realidade em muitas casas, e é um dos melhores jeitos de evitar desperdício principalmente na hora da compra. Se você tem um cardápio pronto, a lista do mercado fica muito mais objetiva, e é mais fácil evitar compras excessivas. Se você já tem um cardápio semanal, vale a pena observar quais alimentos tem ido pro lixo com frequência, e se existe a possibilidade de reaproveitar esses alimentos de alguma forma.

2. Aprenda a usar 100% dos alimentos: você já comeu as folhas da beterraba? ou as folhas da cenoura? O você faz com as cascas dos legumes? E aquele resto do tempero fresco que você comprou? vai para o lixo? Aprenda a aproveitar 100% do alimento, e aprenda receitas para evitar jogar fora o que poderia dar um ótimo prato! Sempre que possível postarei receitas e dicas para isso.

3. Aprenda a conservar melhor os alimentos: Comprar os alimentos e deixá-los na geladeira da mesma forma que chegou, talvez não seja a melhor idéia. Existem algumas formas que fazem os alimentos durarem mais. Ficar atento a fatores como luz, temperatura, recipiente, pode fazer toda a diferença. E ainda, podemos desidratar, defumar, secar, congelar, usar o vácuo, usar açúcar ou sal, etc.

4. Cozinhar o suficiente: eu, como cozinheira, sofro muito disso, o pensamento é que é sempre melhor sobrar do que faltar, não é? E sempre que vou fazer alguma preparação, coloco um pouco mais com medo de que falte. E sempre sobra de mais. Aprender a regular a quantidade x pessoas, ajuda muito evitar desperdícios.

5. Reaproveitar as sobras em outros pratos: Ultimamente, tenho assistido na GNT o programa “Economizando com Oliver”, e de verdade, tenho aprendido muito. Em alguns casos sabemos bem o que é isso, como por exemplo o resto do churrasco de domingo sempre vira um delicioso carreteiro. Mas, existem inúmeros outros pratos que podemos fazer com as sobras do jantar, assim podemos comer um “restodontê” disfarçado durante a semana.

Com base nessas dicas, com o tempo irei postando receitas, modos de armazenar, etc. É muita coisa pra por em um post só, mas não se assuste, aos pouquinhos essas dicas vão ser incorporadas em seu dia a dia!

Espero que tenham gostado!

Beijos

Jéssica Meneghel

Um chá de bebê diferente…

Desde o momento que descobrimos que estamos grávidas, começam uma série de mudanças em nossa vida, e também se dá início alguns planejamentos. E não são poucos, alguns precisam mudar de casa, planejar o quarto do bebê, ir atrás de médico, planejar o parto, e um desses planejamento é o Chá de bebê.

E pra mim não foi diferente, eu comecei a pensar no chá desde cedo, já tinha decidido o lugar, comprado os papéis pra fazer o convite, já estava pensando na comida e decoração. Mas aí vem um contratempo: uma gravidez de risco e o repouso. Será que valeria a pena fazer o chá? Por mais que temos mãe, parentes, amigas, que estão dispostos a ajudar, existem obrigações que só você pode lidar em um chá, como receber seus convidados, dar um pouco de atenção pra cada um, etc. Mas eu não queria abrir mão, já não tive o chá na minha primeira gestação. Até que tive uma idéia.

Fazer um chá de bebê parcelado. Ao invés de fazer uma grande festa e chamar todos de uma vez, fazer pequenas reuniões, grupos pequenos. Assim, não teria que me desdobrar em mil pra recepcionar meus convidados, e teria o chá que eu tanto queria.

E, modestamente, minha idéia saiu muito melhor do que eu imaginava. Pois, foi como se eu tivesse um chá com a cara de cada grupo de pessoas que estava ali reunidos, super personalizado e muito íntimo. Em cada chá servi um tipo de comida, foi em diferentes horas do dia, e aproveitamos cada um de um jeito. Consegui ter um tempo de muita qualidade com cada pessoa que estava presente, e algumas pessoas que fazia muito tempo que eu não via, ou conseguia sentar e conversar.

No total foram 4 chás de bebês, se eu pudesse teria feito outros, pois faltaram pessoas especiais que eu gostaria que tivessem compartilhado esse momento, mas de qualquer forma, sinto o amor e o carinho desses que não tiveram a oportunidade. Mas independente, foi muito especial, pois consegui resgatar o que o chá de bebê significa o  chá de bebê para mim, que é um momento de atenção a gestante, na qual as pessoas que estão perto transmitem muito amor e carinho para a mãe e para esse ser iluminado que está por vir.

Aqui vou por algumas fotos do chá para vocês verem como foi:

Chá da Velha Guarda!

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Chá da família!

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Chá do Puta la Madre!

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Faltaram as fotos de um dos chás! E de outros acabamos esquecendo de tirar fotos! Mas independente de foto ou não, todos os chás foram incríveis!

Espero que tenham gostado! Caso queiram mais informações, detalhes, etc, só comentar!

Jéssica Meneghel

 

Nutrição Funcional

Sempre ouvimos falar da nutrição funcional, de super alimentos, de alimentos funcionais, mas você sabe o que isso realmente significa?

Quando eu estava na minha luta pra eliminar os quilos que eu ganhei na minha gestação anterior, eu conheci a nutricionista Ana Paula Ceriotti, que se tornou minha nutri nessa jornada. E ela trabalha com a nutrição funcional. Por isso, convidei ela para escrever uma série de posts, para esclarecer, tirar nossas dúvidas e nos orientar um pouquinhos nesse vasto mundo da nutrição funcional. E para começar, ela vai nos contar hoje o que é a nutrição funcional.

Nutrição Funcional
Ana Paula Ceriotti

Você já ouviu falar sobre nutrição funcional? Você sabe o que significa?

Pois bem, hoje irei falar um pouco sobre a mesma.

A ciência da nutrição funcional existe a mais de 10 anos no Brasil. Ao contrário da nutrição tradicional, a funcional ressalta as características, sinais e sintomas de cada paciente, por exemplo, observar o aspecto das unhas, cabelos, pele e relacionar com carências e excessos de nutrientes. E desta forma corrigir os desequilíbrios nutricionais e manter o bem estar do organismo sempre observando o diagnóstico de como está à relação entre os nutrientes e suas células. Ou seja, individualidade bioquímica, pois o que faz bem para você, pode não fazer para o outro. Além disso, a nutrição funcional trabalha sempre focada no paciente e não apenas na doença que o mesmo apresenta, identificando e tratando as causas e não apenas os sintomas. Observando também o equilíbrio nutricional e a biodisponibilidade de nutrientes, que significa com qual eficiência um nutriente será absorvido e transformado na sua forma ativa. Pois uma dieta inadequada está causando um excesso de carga no sistema imunológico que levam a processos alérgicos tardios que provocam doenças crônicas como diabetes, obesidade, distúrbios de comportamento, ou até mesmo outros sintomas como cansaço, falta de energia e disposição. Desta forma, procure sempre um nutricionista funcional, pois ele é o mais indicado para cuidar da sua saúde.

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Espero que tenham gostado! Se tiver alguma dúvida ou pergunta, deixe nos comentários!!

Beijos

Jéssica Meneghel

Mitos do Parto: Parto Normal alarga o canal vaginal??

Gente, eu resolvi criar, junto com a minha doula Naiara Moreira, essa série sobre mitos do parto normal, porque depois de pesquisar muito, e ir atrás de muita informação, comecei a perceber quanta história pra boi dormir, que as pessoas acreditam sobre o parto normal. Fatos que já existem muito estudo em cima, e provados mitos.

Percebi, que eu não tinha conhecimento sobre o meu corpo, várias vezes durante da gravidez eu descobri algumas coisas. E acho que é uma verdade entre a maioria das mulheres, existe um tabu muito grande sobre o corpo da mulher, e acho que o assunto de hoje, é muito relacionado com esse fator.

E o assunto de hoje é algo que já ouvi muito, e acho que não tem pessoa melhor pra esclarecer sobre isso do que a Naiara. Ela é fisioterapeuta com especialização em fisioterapia uroginecológica e já trabalhou muito com a reabilitação do períneo. Apesar de ela não ser o foco dela hoje em dia, não tem como dizer que ela não entende do assunto!

Vagina larga depois do Parto Normal – mito ou verdade?
Naiara Moreira

Basta você dizer que vai fazer Parto Normal para alguém já vir com o comentário: “Mais você (sua vagina) vai ficar larga!!! Seu marido vai deixar?”

De onde veio esta história?

Até pouco tempo atrás o acesso à informação era limitado e muito baseado em experiências pessoais compartilhada entre as mulheres e os profissionais da época até os dias de hoje. A história de que o parto deixa a vagina larga foi crescendo e ainda assombra muitas mulheres, inclusive aquelas que até gostariam de fazer o parto normal, mas tem medo de “ficar frouxa” e pior ainda, o marido não gostar.

Mas hoje vamos esclarecer esta história e trazer a realidade dos fatos.

O que poderia ocasionar esta frouxidão na vagina?

Conforme os anos foram passando o acesso a informação foi crescendo e novas técnicas e procedimentos foram sendo aprimorados e desenvolvidos em relação ao parto normal. Surgiu, até mesmo, o tratamento fisioterapêutico para o períneo (musculatura ao redor do ânus e da vagina) durante a gestação e pós-parto.

Hoje sabemos que uma série de fatores podem estar contribuindo para as mulheres terem mudanças em sua vagina.

Uma das causas de frouxidão vem do fato que em muitos partos normais é realizado o corte na vagina (episiotomia) e isto, compromete a estrutura muscular e nervosa do períneo, deixando este mais flácido e em alguns casos inclusive com dor durante o sexo.

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Existe também o fator de como esse parto normal é conduzido, que será explicado no último tópico.

Além do mais, sabe-se hoje, que conforme vamos envelhecendo todos os músculos de nosso corpo vão, aos poucos, sendo substituídos por gordura e naturalmente ficando mais flácidos se não exercitados. E não podemos esquecer que esse enfraquecimento natural ocorre também em nossa vagina.

Como outros fatores que influenciam na vagina temos a obesidade, que reduz ainda mais a quantidade de fibras musculares no períneo. A prisão de ventre, tosse crônica e a prática de atividade física de impacto que irão gerar uma sobrecarga no períneo, e se ele não está fortalecido irá “cedendo” com o tempo.

E aí! É mito ou verdade que a vagina fica larga após o parto normal?

É MENTIRA! Pois, não é o parto normal que faz com que a mulher tenha sua vagina mais frouxa e sim uma soma de fatores que não foram anulados com o fortalecimento dessa musculatura ao redor da vagina e com o passar dos anos a sensação de que ela está ficando mais frouxa pode aparecer ou aumentar e pode até surgir outras alterações como a incontinência urinária e fecal, tudo isso em decorrência de um períneo fraco.

A parteira mexicana tradicional Naolí Vinaver, que já acompanhou mais de 3 mil partos normais, relatou quando eu fiz o curso de Doula, que o períneo feminino retorna ao seu diâmetro normal 30 segundos após o parto e as alterações visíveis que são observadas são: inchaço na vagina e vulva e vermelhidão pelo aumento do fluxo sanguíneo no local durante o nascimento do bebê.

Outra coisa importante que acontece no parto normal é que durante a descida do bebê pelo canal vaginal e seu nascimento faz com que a mulher tenha um aumento de vascularização no local, aumento das fibras musculares (no caso das mulheres que fortaleceram seu períneo anteriormente ao parto) e aumento da consciência corporal local. E tudo isso, posteriormente, terá como consequência: melhora na percepção do pênis durante a penetração, as mulheres relatam o orgasmo de forma muito mais intensa e para muitas, mais fácil dele acontecer e muitos maridos relatam alterações positivas em relação a vagina de suas companheiras.

O que podemos fazer para evitar?

A fisioterapia uroginecológica tem contribuído muito para deixar os músculos do períneo fortalecidos e inclusive reduzindo o diâmetro do canal vaginal devido ao aumento de força desses músculos (deixando a vagina mais “apertadinha”).

Para fortalecer essa musculatura indicamos exercícios de contração desse períneo para serem realizados todos os dias. O movimento de contração do períneo é como se você quisesse segurar um xixi ou um cocô e com o auxílio de um espelho fica visível essa contração e mais fácil de percebê-la, pois a vagina e o ânus se aproximam quando você contrai a musculatura.

Estes exercícios são realizados em qualquer fase da vida e na gestação é período muito importante para praticá-los devido à sobrecarga que a gravidez gera sobre o períneo.

Outros cuidados que a mulher deve ter são:

  • Escolher a posição mais confortável e segura para ela parir;
  • Não aceitar receber comando verbal para fazer força para empurrar o bebê (a força acontece naturalmente e no momento certo)
  • Posições verticais para o parto são mais favoráveis devido à ação da gravidade. Ex: cócoras, banqueta de parto, de joelhos, etc.

Como especialista na área, percebo que somente de poucos anos para cá as mulheres têm deixado de lado o tabu e se preocupado mais em conhecer a sua vagina. Elas foram aprendendo que é possível até mesmo fortalecer os músculos do períneo justamente para evitar os problemas como a flacidez na vagina e a incontinência urinária e fecal.

Acredito muito que esse mito venha em decorrência desta falta de conhecimento das mulheres de que os músculos da vagina deveriam ser trabalhados assim como qualquer outro músculo do corpo e o parto normal virou o vilão da história.

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E aí, o que acho do texto?? Esclarecedor, não é? Para sugestões, mais informações e compartilhar experiências, nos deixe um comentário, ou mande um email para o pitadademae@outlook.com

Beijos

Receita da leitora: Bolo Protéico de Cacau

Gente, hoje a receita é da Roberta, que foi uma receita que a nutricionista dela passou. Apesar de ser um bolo protéico, não tem nada de whey protein nele, porque ela queria alguma coisa que a filha dela também pudesse comer, e sim a pequena adora! Ainda mais quando acompanhada de uma cobertura de brigadeiro! Mas, como vamos nos manter na linha, eu vou ensinar a parte da receita, uma caldinha super prática de cacau pra acompanhar o bolo.

Desde que começou a Receita da leitora, essa é a primeira vez que sou eu que faço a receita, por isso segui quase na risca os ingredientes que ela me passou, a única coisa que foi que eu substitui o açúcar cristal pelo açúcar demerara. E olha, é o tipo de receita que você pode substituir os ingredientes e fazer algo completamente diferente! Por exemplo, quem não gosta de coco, pode usar uma farinha lowcarb, pode substituir o chocolate em pó por cacau, a margarina por manteiga, e até adicionar alguma outra coisa. Mas, do jeito que a Roberta faz já fica incrível!

Bolo Protéico de Cacau

Ingredientes

6 ovos
2 colheres de sopa de margarina
4 colheres de cacau em pó (ou aquele chocolate em pó Nestle do padre)
7 colheres de sopa rasas de açúcar
100 gramas de coco ralado sem açúcar
1 colher de chá de fermento químico

Modo de Preparo

1. Pré-aqueça o forno a 180graus. Unte uma forma média, ou forminhas de cupcake. (eu usei uma forma de bolo inglês e uma de cupcake pra testar)
2. Bata no liquidificador os ovos, margarina, cacau em pó, açúcar e o coco, até ficar uma mistura homogênea.
3. Misture com uma colher o fermento.
4. Coloque nas formas, e leve para assar por 30 minutos, ou até que quando espetar o palito ele saia limpo.

E está pronto! Mole, não é? E olha o resultado como fica:

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Calda de Cacau e Agave

Essa caldinha é tão prática que nem precisa da formalidade de uma receita, é só misturar agave com o cacau ou com o chocolate em pó, como eu fiz só pro cupcake, a proporção que eu usei foi de duas colheres de agave pra uma colher de chocolate em pó (eu usei o chocolate porque já tinha usado na receita). Ela não é igual o brigadeiro que é de raspar o tacho, mas a combinação dela com o bolo fica uma delícia!

Confesso que estou super orgulhosa das minhas leitoras, o que não falta é gente talentosa na cozinha!! Se você tem uma receita, e quer compartilhar, me mande no meu email!! pitadademae@outlook.com

Beijos!!