Leite de amêndoas

Quando eu entrei na minha reeducação alimentar, uma das coisas que eu quis cortar foi a lactose. Por dois motivos simples: primeiro porque o leite atrapalha na minha digestão, e como meu intestino já é devagar, tirar ele da minha dieta me trazia mais bem estar. O outro motivo é um tanto quanto psicológico, cortando o leite da minha dieta, acabo eliminando junto uma série de produtos calóricos, como queijo, cremes, molhos brancos, requeijão, sorvetes, etc. Corta a lactose, e consequentemente esses elementos também estão cortados.

Mas, foi aí que comecei a procurar por outras opções. Não foi uma procura desatada por um substituto, mas quando eu comecei a procurar em blogs sobre a alimentação sem lactose, o tal do leite vegetal apareceu, e por uma super curiosidade tentei fazer. E o meu escolhido foi o leite de amêndoas.

No primeiro gole, eu quase cuspi fora. Como alguém poderia chamar aquilo de leite? Só por causa da cor? O problema é que tomamos leite de vaca a vida inteira, nós sabemos o sabor, a textura dele quase de cor. Então resolvemos tirar ele da nossa dieta e colocar um leite vegetal no lugar, esperamos tomar um gole daquele líquido branco como se ele fosse o leite de vaca. Não se iluda, não tem gosto de leite, é um sabor diferente, e não desista dele no primeiro momento. É bom deixar as expectativas de lado e se abrir pra esse novo sabor.

Eu não lembro ao certo em qual momento eu passei a gostar dele, de como eu fiz, mas hoje tem dias que só pensar no leite de amêndoas me dá água na boca, eu tento fazer pelo menos uma vez por semana, principalmente depois que eu engravidei. Ele tem muitos nutrientes importantes para o nosso organismo, como gorduras boas e vitaminas, além de ser mais magro do que o leite de vaca.  Mas, como não sou nutricionista, não vou me focar em falar sobre os seus benefícios. Melhor focar em como colocá-lo na nosso dia-a-dia.

No começo, eu usava o leite vegetal que eu fazia em receitas, substituindo o leite. Depois de um tempo eu passei a tomar ele com achocolatado. E é assim que eu mais gosto. Mas tem dias que eu bato uma vitamina, com metade do leite normal e metade com leite de amêndoas. Mas já vi pessoas que fazem até o suco verde com ele, no lugar da água, colocam o leite de amêndoas, mas eu nunca experimentei.

Enfim, eu adoro, e recomendo, mas se você não tem intenção de substituir o leite, mas procura uma dieta saudável, eu te indicaria, simplesmente, comer as amêndoas, é mais prático e tem benefícios igual!  Para aqueles que querem tentar e experimentar o leite, segue a receita:

 

Leite de Amêndoas

Leite de amêndoas 
Ingredientes
200g de amêndoas (inteiras e não precisa tirar a casca)
Água filtrada – a proporção é de 4x mais água do que a quantidade de amêndoas.

Modo de preparo
1. Deixe as amêndoas de molho de um dia para o outro (as amêndoas ficam gordinhas). Eu já vi um milhão de receitas de leite de amêndoas, algumas dizem que de duas a seis horas está bom, mas eu vi em um site que o melhor mesmo é que fique de 12 a 24 horas, mas eu não consigo explicar certinho o porquê, e não achei o site para contar a história, mas por isso que eu deixo de um dia para o outro sempre.

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2. Coloque as amêndoas no liqüidificador (descartando a água que está nela), e coloque água filtrada em uma proporção de 4 partes de água para uma parte de amêndoas (pra um copo de amêndoas, quatro copos de água). Bata por 3 minutos.  (eu coloco o dobro de água, mas como eu tirei as fotos faz um tempo, ficou assim).

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3. Coe esse liquido em um tecido (eu comprei em lojas de utilidades para casa), caso não tenha, coe em uma peneira, mas melhor coar mais de uma vez, porque a peneira acaba deixando passar um farelo.
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A durabilidade do leite é de 3 dias, mas eu já deixei até 5.
E sabe aquele bagaço que sobra? Não jogue fora, ele é uma farinha ótima lowcarb! Amanhã postarei uma receita com essa farinha!

Espero que tenham gostado!

Beijos
Jéssica Meneghel

Mitos do Parto: Parto Normal alarga o canal vaginal??

Gente, eu resolvi criar, junto com a minha doula Naiara Moreira, essa série sobre mitos do parto normal, porque depois de pesquisar muito, e ir atrás de muita informação, comecei a perceber quanta história pra boi dormir, que as pessoas acreditam sobre o parto normal. Fatos que já existem muito estudo em cima, e provados mitos.

Percebi, que eu não tinha conhecimento sobre o meu corpo, várias vezes durante da gravidez eu descobri algumas coisas. E acho que é uma verdade entre a maioria das mulheres, existe um tabu muito grande sobre o corpo da mulher, e acho que o assunto de hoje, é muito relacionado com esse fator.

E o assunto de hoje é algo que já ouvi muito, e acho que não tem pessoa melhor pra esclarecer sobre isso do que a Naiara. Ela é fisioterapeuta com especialização em fisioterapia uroginecológica e já trabalhou muito com a reabilitação do períneo. Apesar de ela não ser o foco dela hoje em dia, não tem como dizer que ela não entende do assunto!

Vagina larga depois do Parto Normal – mito ou verdade?
Naiara Moreira

Basta você dizer que vai fazer Parto Normal para alguém já vir com o comentário: “Mais você (sua vagina) vai ficar larga!!! Seu marido vai deixar?”

De onde veio esta história?

Até pouco tempo atrás o acesso à informação era limitado e muito baseado em experiências pessoais compartilhada entre as mulheres e os profissionais da época até os dias de hoje. A história de que o parto deixa a vagina larga foi crescendo e ainda assombra muitas mulheres, inclusive aquelas que até gostariam de fazer o parto normal, mas tem medo de “ficar frouxa” e pior ainda, o marido não gostar.

Mas hoje vamos esclarecer esta história e trazer a realidade dos fatos.

O que poderia ocasionar esta frouxidão na vagina?

Conforme os anos foram passando o acesso a informação foi crescendo e novas técnicas e procedimentos foram sendo aprimorados e desenvolvidos em relação ao parto normal. Surgiu, até mesmo, o tratamento fisioterapêutico para o períneo (musculatura ao redor do ânus e da vagina) durante a gestação e pós-parto.

Hoje sabemos que uma série de fatores podem estar contribuindo para as mulheres terem mudanças em sua vagina.

Uma das causas de frouxidão vem do fato que em muitos partos normais é realizado o corte na vagina (episiotomia) e isto, compromete a estrutura muscular e nervosa do períneo, deixando este mais flácido e em alguns casos inclusive com dor durante o sexo.

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Existe também o fator de como esse parto normal é conduzido, que será explicado no último tópico.

Além do mais, sabe-se hoje, que conforme vamos envelhecendo todos os músculos de nosso corpo vão, aos poucos, sendo substituídos por gordura e naturalmente ficando mais flácidos se não exercitados. E não podemos esquecer que esse enfraquecimento natural ocorre também em nossa vagina.

Como outros fatores que influenciam na vagina temos a obesidade, que reduz ainda mais a quantidade de fibras musculares no períneo. A prisão de ventre, tosse crônica e a prática de atividade física de impacto que irão gerar uma sobrecarga no períneo, e se ele não está fortalecido irá “cedendo” com o tempo.

E aí! É mito ou verdade que a vagina fica larga após o parto normal?

É MENTIRA! Pois, não é o parto normal que faz com que a mulher tenha sua vagina mais frouxa e sim uma soma de fatores que não foram anulados com o fortalecimento dessa musculatura ao redor da vagina e com o passar dos anos a sensação de que ela está ficando mais frouxa pode aparecer ou aumentar e pode até surgir outras alterações como a incontinência urinária e fecal, tudo isso em decorrência de um períneo fraco.

A parteira mexicana tradicional Naolí Vinaver, que já acompanhou mais de 3 mil partos normais, relatou quando eu fiz o curso de Doula, que o períneo feminino retorna ao seu diâmetro normal 30 segundos após o parto e as alterações visíveis que são observadas são: inchaço na vagina e vulva e vermelhidão pelo aumento do fluxo sanguíneo no local durante o nascimento do bebê.

Outra coisa importante que acontece no parto normal é que durante a descida do bebê pelo canal vaginal e seu nascimento faz com que a mulher tenha um aumento de vascularização no local, aumento das fibras musculares (no caso das mulheres que fortaleceram seu períneo anteriormente ao parto) e aumento da consciência corporal local. E tudo isso, posteriormente, terá como consequência: melhora na percepção do pênis durante a penetração, as mulheres relatam o orgasmo de forma muito mais intensa e para muitas, mais fácil dele acontecer e muitos maridos relatam alterações positivas em relação a vagina de suas companheiras.

O que podemos fazer para evitar?

A fisioterapia uroginecológica tem contribuído muito para deixar os músculos do períneo fortalecidos e inclusive reduzindo o diâmetro do canal vaginal devido ao aumento de força desses músculos (deixando a vagina mais “apertadinha”).

Para fortalecer essa musculatura indicamos exercícios de contração desse períneo para serem realizados todos os dias. O movimento de contração do períneo é como se você quisesse segurar um xixi ou um cocô e com o auxílio de um espelho fica visível essa contração e mais fácil de percebê-la, pois a vagina e o ânus se aproximam quando você contrai a musculatura.

Estes exercícios são realizados em qualquer fase da vida e na gestação é período muito importante para praticá-los devido à sobrecarga que a gravidez gera sobre o períneo.

Outros cuidados que a mulher deve ter são:

  • Escolher a posição mais confortável e segura para ela parir;
  • Não aceitar receber comando verbal para fazer força para empurrar o bebê (a força acontece naturalmente e no momento certo)
  • Posições verticais para o parto são mais favoráveis devido à ação da gravidade. Ex: cócoras, banqueta de parto, de joelhos, etc.

Como especialista na área, percebo que somente de poucos anos para cá as mulheres têm deixado de lado o tabu e se preocupado mais em conhecer a sua vagina. Elas foram aprendendo que é possível até mesmo fortalecer os músculos do períneo justamente para evitar os problemas como a flacidez na vagina e a incontinência urinária e fecal.

Acredito muito que esse mito venha em decorrência desta falta de conhecimento das mulheres de que os músculos da vagina deveriam ser trabalhados assim como qualquer outro músculo do corpo e o parto normal virou o vilão da história.

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E aí, o que acho do texto?? Esclarecedor, não é? Para sugestões, mais informações e compartilhar experiências, nos deixe um comentário, ou mande um email para o pitadademae@outlook.com

Beijos

Receita da leitora: Bolo Protéico de Cacau

Gente, hoje a receita é da Roberta, que foi uma receita que a nutricionista dela passou. Apesar de ser um bolo protéico, não tem nada de whey protein nele, porque ela queria alguma coisa que a filha dela também pudesse comer, e sim a pequena adora! Ainda mais quando acompanhada de uma cobertura de brigadeiro! Mas, como vamos nos manter na linha, eu vou ensinar a parte da receita, uma caldinha super prática de cacau pra acompanhar o bolo.

Desde que começou a Receita da leitora, essa é a primeira vez que sou eu que faço a receita, por isso segui quase na risca os ingredientes que ela me passou, a única coisa que foi que eu substitui o açúcar cristal pelo açúcar demerara. E olha, é o tipo de receita que você pode substituir os ingredientes e fazer algo completamente diferente! Por exemplo, quem não gosta de coco, pode usar uma farinha lowcarb, pode substituir o chocolate em pó por cacau, a margarina por manteiga, e até adicionar alguma outra coisa. Mas, do jeito que a Roberta faz já fica incrível!

Bolo Protéico de Cacau

Ingredientes

6 ovos
2 colheres de sopa de margarina
4 colheres de cacau em pó (ou aquele chocolate em pó Nestle do padre)
7 colheres de sopa rasas de açúcar
100 gramas de coco ralado sem açúcar
1 colher de chá de fermento químico

Modo de Preparo

1. Pré-aqueça o forno a 180graus. Unte uma forma média, ou forminhas de cupcake. (eu usei uma forma de bolo inglês e uma de cupcake pra testar)
2. Bata no liquidificador os ovos, margarina, cacau em pó, açúcar e o coco, até ficar uma mistura homogênea.
3. Misture com uma colher o fermento.
4. Coloque nas formas, e leve para assar por 30 minutos, ou até que quando espetar o palito ele saia limpo.

E está pronto! Mole, não é? E olha o resultado como fica:

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Calda de Cacau e Agave

Essa caldinha é tão prática que nem precisa da formalidade de uma receita, é só misturar agave com o cacau ou com o chocolate em pó, como eu fiz só pro cupcake, a proporção que eu usei foi de duas colheres de agave pra uma colher de chocolate em pó (eu usei o chocolate porque já tinha usado na receita). Ela não é igual o brigadeiro que é de raspar o tacho, mas a combinação dela com o bolo fica uma delícia!

Confesso que estou super orgulhosa das minhas leitoras, o que não falta é gente talentosa na cozinha!! Se você tem uma receita, e quer compartilhar, me mande no meu email!! pitadademae@outlook.com

Beijos!!

Dica de livro: Panelinha: Receitas que funcionam – Rita Lobo

Pra mim, ir em uma livraria, é um evento que me toma pelo menos uma hora. Se for em uma livraria grande, pode contar pelo menos duas horas que eu vou ficar lá dentro. Sou apaixonada por livros de todos os estilos, e eu sempre compro mais livros do que eu sou capaz de ler, e eles acabam sobrando na minha prateleira. Mas, como cada mulher (e até os homens) tem algum vício de compra, eu já declarei que esse é o meu, e se eu quiser economizar, é melhor passar longe desses folhudos.

E a primeira coisa que eu faço quando eu entro em uma livraria, é ir na seção de culinária. Assim, se eu já extrapolar o orçamento com um livro de cozinha, eu já deixo de lado as outras seções. O meu estoque de livros de culinária não é dos maiores, porque eu gosto de ler o livro (sim, eu leio receita por receita), fazer as receitas dele, e quando eu enjoar eu vou atrás de outro.

 

E esse livro que quero compartilhar com vocês hoje, é o Panelinha: Receitas que funcionam, da Rita Lobo.

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A minha história com esse livro é de amor a primeira vista, e a segunda e terceira… Eu entrei na seção de culinária, e vi ele, bonitinho, capa charmosa e super atrativa. Folhei ele, e o que eu mais gostei nele naquele momento foi que é brasileiro! O que mais tem por aí é livro de culinária dos gringos, e por mais que as receitas sejam lindas e apareçam muito apetitosas, os ingredientes são sempre diferentes, coisas que não temos por aqui, por isso, o fato de a Rita Lobo ser brasileira, com receitas mais brasileiras ainda, foi um fator fundamental pra eu levar esse livro pra casa.

E sim, eu não me arrependi da escolha, eu fiz muuuitas receitas desse livro, e a maioria absoluta corresponde ao subtítulo do livro, as receitas realmente funcionam. E tem receitas muito fáceis, que deixam um jantarzinho simples com cara de gourmet, e sem precisar ficar horas na cozinha. A autora ainda dá dicas de como deixar a cozinha mais prática e saudável.

Enfim, é um livro que eu super indico. E se quiser conhecer um pouco do livro e da autora antes de comprar, a chef Rita Lobo tem um site http://www.panelinha.ig.com.br, e na GNT ela apresenta o programa Cozinha Prática.

PANELINHA-2Essa é Rita Lobo!

Espero que tenham gostado!! Comentem sobre o livro de receitas e site que vocês gostam!!

Beijos e até amanhã!!

Jéssica Meneghel

 

 

 

 

Receita da leitora: Bolo Integral de Banana de Liquidificador

Hoje a receitinha é um super bolo de banana da minha super tia! Ela até falou que a receita na verdade não é dela, que ela pegou de uma amiga, mas pra mim foi ela que fez e então a receita acabou se tornando dela! Sabe aquele bolo impossível de comer só um pedaço? E o bom é que é um bolinho cheio de amor pra dar, e o melhor que integral e orgânico!

Bolo Integral de Banana de Liquidificador

Ingredientes

1/2 xícara de óleo
1/2 xícara de água
3 bananas maduras
2 1/2 xícara farinha integral
1 1/2 xícara açúcar orgânico
3 ovos
1 colher de sopa fermento

Acrescentar:
100g uvas passas
100g frutas cristalizadas
50g nozes picadas
50g avelãs picadas

Modo de preparo

1. Pré aqueça o forno em 180graus.
2. Coloque os ingredientes (todos, exceto os da categoria “acrescentar” e o fermento) no liquidificador e bata até ficar homogêneo.
3. Adicione o fermento e os outros ingredientes (aqueles do “acrescentar”), e misture com uma colher. Separe um pouco desse ingredientes para por por cima!!
4.  Asse por 30 minutos, ou até que quando você coloque o palito e ele saia limpinho, e ta pronto!

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Quer sua receita aqui no blog? Só me mandar no email pitadademae@outlook.com!!

Beijoos

A minha alimentação na gravidez e algumas dicas!

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Não tenho como falar da minha alimentação na gravidez atual, antes de falar de como era na gravidez da minha primeira filha. A minha história com a balança sempre foi tranquila, depois dos meus 16/17 anos, nunca fui magrela, mas também não era acima do peso, era normal. Mas sempre fiz bastante exercício, quando via que estava engordando, dava uma maneirada, e assim ia levando. Mas depois da minha primeira gravidez a coisa mudou um pouco…

Engravidei com 21 anos, e meu peso estava na faixa normal. Talvez, não era meu peso ideal, porque estava com um hipotireoidismo, mas não passava de 3 quilos acima. E durante a gravidez, até tentei ir em uma nutri, seguir uma dieta. Mas minha fome era fora do normal, eu praticamente levei aquela história de comer por dois ao pé da letra! Eu tinha vontade de comer o tempo inteiro, e não comia nada saúdavel. Era muuuuuita besteira! Era muito bolo, doces, e meu prato oficial da gravidez foi vaca preta (a famosa coca com sorvete), então pensa na gordice. E o resultado disso foi o meu peso lá nas alturas! Com 26 semanas (última vez que eu me pesei), eu já estava 13 quilos acima do meu peso, o indicado pra gravidez inteira. Minha filha nasceu de 30 semanas, um dia antes da minha consulta de rotina, então no total eu não sei o quanto eu engordei, mas provavelmente uns 15 quilos.

O meu período pós parto foi extremamente agitado e estressante, não tive oportunidade de amamentar e nem de ter a rotina de um bebê em casa (essa história fica pra outro post), mas 2 meses depois do nascimento, fui me pesar e o grande susto.. estava com o mesmo peso da última vez que eu me pesei grávida. Já era pra eu estar mais magra, desinchada e tudo mais, mas eu continuava comendo errado, comendo muito e não tinha como perder peso por milagre, e foi aí que decidi entrar na dieta.

No começo, simplesmente cortei as besteiras e me disciplinei na atividade física. Foi onde foram os primeiros 5 quilos, e dei uma travada. Meu segundo passo foi começar um tratamento de estética, a lipocavitação, e incluir o suco verde na dieta, perdi mais 3 quilos e estagnei na balança de novo. Faltava 5 quilos, e eu não estava disposta a desistir. Assim, comecei a ir numa nutricionista. Foi extremamente essencial. Com as orientações dela, não fiz uma dieta, e sim uma reeducação alimentar. E em 6 meses, perdi 13% de gordura corporal (muito mais importante do que só a balança te mostra), perdi meus 5 quilos, mas o mais importante, minha disposição, a minha pele, o meu bem estar, até meu intestino preguiçoso funcionou. E o mais importante, foi que a minha alimentação saudável virou um hábito.

E essa trajetória foi essencial pra minha segunda gravidez, acabei de completar 26 semanas, e engordei apenas 5 quilos e ainda sem fazer exercício (pois estou em repouso). E não estou fazendo dieta, ou deixando de comer muitas coisas. A minha única restrição (além do álcool, óbvio) é o refrigerante, eu fiz promessa de não tomar até a Helena nascer, e pretendo prolongar essa promessa até parar de amamentar. No restante, apenas continuei os hábitos saudáveis que adquiri. Continuo tomando o suco verde pelo menos 3 vezes por semana, de jejum. Coloquei na minha dieta o leite de amêndoas, cheio de vitaminas e gorduras boas. E aprendi a comer de intervalos menores, assim me mantenho satisfeita.

Engravidar já comendo bem é uma vantagem, mas começar depois de grávida é uma oportunidade de mudar de vida durante um momento tão importante, em que a gestante e o bebe precisam de muitos nutrientes. Lembrando, nada de fazer dieta, deixa isso pra depois da gestação, o objetivo aqui é apenas adquirir hábitos saudáveis!  Por isso, vou dar algumas dicas, mudando hábitos simples pode fazer muita diferença!

Dicas para manter uma alimentação saudável na gravidez

1. Comer em intervalos de 3 em 3 horas: é essencial se manter sempre “satisfeita”, assim quando você vai almoçar ou jantar, você não devora o mundo! E pra mim foi a única solução para os meus enjoos do primeiro trimestre. E também, nesses intervalos coma coisas saudáveis. Leve sempre contigo frutas, barrinha de cereal, um biscoito integral, pacotinho com castanhas e frutas desidratadas, aí quando a fome bater já está na mão!

2. Tome bastante água: a água é primordial em uma alimentação saudável, ainda mais na gravidez. E ainda mais que o intestino tende a ficar mais preguiçoso nessa fase, a água ajuda a manter tudo funcionando OK! Eu não tinha muito o costume de tomar água, mas aprendi a sempre levar uma garrafinha comigo, e em casa deixar uma garrafinha sempre por perto. Tem alguns aplicativos pro celular que te lembram de tempo em tempo de tomar um copo da água, também é uma tática!

3. Adie aquele desejo pra mais tarde: Bateu aquele desejo maluco de comer um doce? Um brigadeiro? Ou até aquela pizza? Adie pra daqui uns 15 minutos! Provavelmente, o desejo vai passar. Se não passar, vai lá tome um copo da água, ou coma algum petisco saudável. Eu vi essa tática em um blog, e me ajudou muito. Claro, as vezes a vontade é maior, mas em 90% das vezes essa tática funciona.

4. Coma de tudo: apesar de uma dica óbvia, é bom lembrar, nunca se prive de um tipo de alimento ou outro, tenha uma alimentação variada. Para as vegetarianas e veganas, é bom buscar o acompanhamento de uma nutricionista. Tente incluir alimentos funcionais, como a chia, as castanhas, muitas frutas! Não existe polivitaminico melhor do que aquele que vem da natureza!

Apesar de serem coisas que todo mundo fala, essas dicas são pra reforçar e pra incentivar as gestantes! E o melhor, vale para todo mundo que quer entrar em uma reeducação alimentar! Espero que gostem e até amanha!!

O que é esse tal de Parto Humanizado?

Afinal, o que é parto humanizado? Convidei a doula Naiara Moreira, pra falar um pouquinho sobre esse tipo de parto, que muitas vezes já é visto com um pré-conceito, sem saber o real significado desse tipo de parto.

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Parto Humanizado
Naiara Moreira

Quando se fala em Parto Humanizado,geralmente a imagem que vem à cabeça é: um parto em casa na água ou um parto de cócoras. E, na verdade, humanizar o parto nada mais é que oferecer alguns recursos ao momento do nascimento.
Antigamente, o parto era um evento muito familiar e feminino. As mulheres que iam parir estava amparadas por pessoas conhecidas e que muitas vezes eram da mesma família. Com o passar dos anos o nascimento passou a ser muito técnico e trazido para uma unidade hospitalar e a imagem deste local não é das mais agradáveis, pois o hospital passou a existir, na época, para atender doentes.
E como o significado da palavra humanizar é oferecer atenção, carinho e cuidado, dentro de um hospital isso foi traduzido como: aliviar o “sofrimento” da mulher em trabalho de parto. Desta forma, surgiram as diversas intervenções no trabalho de parto que conhecemos (soro com ocitocina, episiotomia, rompimento da bolsa amniótica, entre outras) para que esta mulher passasse pelo parto da forma mais rápida possível.
Mas o sistema não percebeu o quanto essas intervenções geravam consequências desastrosas e como resultado tínhamos: um parto normal traumático ou uma cesariana de emergência.
Humanizar nada mais é do que respeitar o ciclo vital e os sentimentos envolvidos no momento do nascimento, deixando que as pessoas envolvidas vivenciem esse parto como um processo de transformação pessoal, de crescimento interno e de doação. O nascimento deve ser natural, um processo fisiológico a ser respeitado.
E essa humanização do parto pode ser realizada em qualquer lugar, principalmente nos hospitais, onde a ideia de que o parto tem que ser um evento estéril, realizado em centro cirúrgico, predomina.
Segundo Eleonora de Moraes humanizar é:
“Humanizar é acreditar na fisiologia da gestação e do parto.
Humanizar é respeitar esta fisiologia, e apenas acompanhá-la.
Humanizar é perceber, refletir e respeitar os diversos aspectos culturais, individuais, psíquicos e emocionais da mulher e de sua família.
Humanizar é devolver o protagonismo do parto à mulher.
É garantir-lhe o direito de conhecimento e escolha.”

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